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Tetra ou tríplice viral: você sabe a diferença?



Existem duas vacinas com formulações bem parecidas: a tríplice viral e a tetra viral. Até o mecanismo de ação é similar, com vírus atenuados (enfraquecidos). Antes de entender a diferença entre ambas, precisamos saber um pouquinho mais sobre as doenças contra as quais elas protegem.


Contra quais doenças a tríplice viral protege?

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A gente já falou um pouquinho dela um tempo atrás.


Parecem doenças sobre as quais a gente nem ouve falar, mas que existem no Brasil e no mundo. O vírus do sarampo, por exemplo, provocou surtos e matou milhares de pessoas nos últimos anos. Por causa da vacinação, o Brasil tinha um certificado de zona livre dessa doença, que foi perdido em 2019 por causa de brechas na cobertura, que possibilitaram a reintrodução do problema por aqui.


O vírus do sarampo é altamente contagioso, então já sabe, né? Basta um contaminado e uma brecha na cobertura para tudo virar um problemão de saúde pública em pouco tempo. Também em 2019, a caxumba voltou a dar as caras por aqui. A rubéola, felizmente, continua erradicada, mas a gente precisa manter a vigilância para que ela não apareça de novo. Também causada por um vírus, ela é altamente contagiosa.


E a tetraviral?

A vacina tetraviral protege também contra a varicela, uma doença também provocada por um vírus muito transmissível. Conhecida como catapora, é mais comum entre crianças. Além de febre, os pequenos têm também bolhas avermelhadas no corpo, que coçam e incomodam muito. Em outro blog post, a gente comentou sobre esse problema, que costuma atacar mais agora durante a primavera.


Sarampo, caxumba, rubéola e catapora são transmitidas de formas semelhantes: pelas gotículas contaminadas expelidas durante a fala, espirro ou tosse. Esse contato pode ser direto entre as pessoas ou por meio de superfícies contaminadas, como cobertor e maçaneta. A catapora ainda pode ser passada pela mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.


Como são as vacinas?

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, é considerado protegido contra sarampo, caxumba e rubéola toda pessoa que tiver tomado duas doses da tríplice viral na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Quando há risco de contaminação por sarampo - surtos ou exposição domiciliar (alguém doente na família) - a primeira dose pode ser aplicada quando o bebê tem a partir de 6 meses de vida. Depois o esquema deve seguir normalmente, com a aplicação de mais duas doses.


A própria SBIm e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam que a primeira dose contra sarampo, caxumba e rubéola seja dada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pode ser a tríplice ou a tetraviral.


A tetraviral

Quando a gente fala de tetraviral, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) é bem parecida: está protegido contra as QUATRO doenças quem recebeu duas doses na vida desse imunizante a partir de 1 ano de idade. O intervalo entre cada uma deve ser de três meses, pois inclui a proteção contra varicela.


A recomendação das SBIm e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é a mesma: uma dose aos 12 meses e outra entre 15 e 24 meses de vida, sendo que pode ser dado o combo de tríplice viral mais vacina isolada contra catapora. A contraindicação, que existe em relação a todos os imunizantes, é para mulheres grávidas, pessoas com sistema imunológico muito comprometido e quem tem alergia a um dos componentes da vacina. Recomenda-se que pessoas com alergia grave a ovo sejam supervisionadas após a vacinação.


A vantagem da tetraviral é que ao combinar várias proteções em uma única dose ela economiza picadinhas para o pequeno, além de protegê-lo antes contra as doenças. As duas doses só estão disponíveis nas clínicas de vacinação privada. Isso porque o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a tetraviral quando o pequeno for tomar a segunda dose de tríplice viral, ou seja, aos 15 meses de idade. Depois, a segunda dose de vacina contra a catapora vem quando ele tem 4 anos de idade, com a vacina da varicela isolada.


Como já dissemos aqui, o governo leva em conta a saúde pública de forma geral, portanto não está errado ofertar apenas uma dose da tetraviral nem a segunda etapa do esquema contra catapora aos 4 anos. Mas aqui na Vacinar você tem a possibilidade de proteger o seu filhote conforme a recomendação das sociedades de Pediatria e de Imunizações, com uma dose de tetraviral aos 12 e outra dos 15 aos 24 meses. Além de ele tomar menos picadinhas, a família toda fica mais tranquila, pois a proteção vem mais cedo.


Ah, importante lembrar que adultos que não tiverem sido vacinados também devem proteger, está bem? Se o indivíduo já tiver sido contaminado pelos vírus do sarampo, da caxumba, da rubéola e da catapora, eles são considerados protegidos, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, é recomendada a vacinação.


Venha já para a Vacinar garantir a proteção de sua família!


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