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Por que gestantes precisam da vacina contra Hepatite B?



A gestação é um período cheio de cuidados e mudanças do estilo de vida da mulher. É preciso melhorar a alimentação, fazer visitas constantes ao médico, fazer o enxoval do bebê, ler bastante sobre o assunto e, claro, se vacinar! Para acomodar uma nova vida, o organismo passa por algumas transformações, o que faz com que a futura mamãe se transforme em grupo de risco para algumas doenças bem chatas, como a gripe. Em outros casos, deixar a imunização de lado pode trazer consequências para o filhote, pois algumas doenças podem ser transmitidas para ele durante o parto ou amamentação.


Mas calma, não precisa se assustar!


A vacinação contra hepatite B e outras doenças está disponível para proteger a gestante. Vacinas como a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), que protege contra difteria, tétano e coqueluche; a contra gripe e a contra hepatite B. Alguns imunizantes, como as meningocócicas e a febre amarela, estão recomendados em algumas situações apenas, como quando tem um surto onde a mulher vive, e outros são completamente contraindicados, como as vacinas tríplice viral e a contra HPV.

Hoje estamos aqui para falar um pouquinho mais com você, gravidinha, sobre a vacina contra hepatite B e explicar o porquê é tão importante se proteger.


Hepatite B


A hepatite B é uma doença viral transmitida por meio do sangue e outras secreções contaminadas. O contágio pode ser de forma bem simples, como compartilhando alicates de unha, por exemplo, ou por meio do contato sexual desprotegido, tratamentos com sangue contaminado (ainda bem que hoje todas as amostras passam por rigoroso processo antes de serem repassadas aos pacientes) e de mãe para filho no nascimento.


O vírus causa inflamação no fígado e pode ficar décadas sem ser descoberto, pois não costuma causar sintomas. Quando os sinais aparecem, são cansaço, perda de apetite, tontura, enjoo, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados. O diagnóstico precoce é dificultado pelo fato dessa ser uma doença “silenciosa”.


A hepatite B aparece de duas formas: a aguda e crônica. A primeira é quando a infecção tem curta duração. Já a forma crônica é quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença se tornar crônica depende da idade em que ocorre a contaminação.


O grande problema quando falamos de gestação e bebês é que o risco de a doença se tornar crônica é maior quanto mais jovem for a pessoa. É o que ocorre com 25% dos recém-nascidos infectados por suas mães no momento do parto. Crônica significa “sem cura”: a progressão da hepatite B pode levar à cirrose ou câncer do fígado, podendo até precisar de transplante, o que ninguém quer. Ela pode atingir a mãe e o filho. Existe tratamento, mas ele não é fácil e nem sempre garante a cura.


Tudo isso é preocupante, mas como dissemos ali em cima: com a vacinação, todos esses problemas podem ser evitados e você vai poder acompanhar, com a saúde em dia, o pleno desenvolvimento do seu bebê.

Se proteja!


A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) nos lembra que vacinação contra hepatite B faz parte do calendário infantil e é considerado imunizado o adulto que tomou três doses. É importante que a mulher saiba se já foi vacinada antes mesmo de engravidar. Caso ela não tenha tomado as três doses ou não tenha certeza que tomou, deve fazer a sorologia da doença para ter certeza se está protegida ou não.


Se a resposta for “não”, é indispensável tomar a vacina. O Plano Nacional de Imunizações (PNI), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam três doses, com intervalo de um ou dois meses entre a primeira e a segunda e de seis meses entre a primeira e a terceira.


Importante lembrar que não apenas a mamãe deve se proteger, mas também a criança, logo depois de nascer. O PNI adotou o esquema de quatro doses. A primeira deve ser dada em formulação isolada (só hepatite B) logo nas primeiras horas de vida do nenê. Depois, são dadas outras doses aos dois, quatro e seis meses de vida na formulação pentavalente. Já se a mãe tiver hepatite B (ao longo da gravidez são feitos testes para saber se é esse o caso), o recém-nascido deve receber, além da vacina, a imunoglobulina específica contra hepatite B.


A vacinação da mamãe reforça a proteção para o pequeno enquanto ele ainda não tem o esquema completo de doses, pois os anticorpos que ela desenvolveu passam pelo leite materno durante a amamentação.


Se está pensando em engravidar ou já está esperando bebê, conte com a gente para tirar todas as suas dúvidas! Venha garantir sua proteção na Vacinar!


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