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Hábitos do seu dia a dia que mudam a eficácia das vacinas no seu organismo



Você já sabe que pode contar com a Vacinar para garantir a sua dose de proteção. E se dissermos que alguns hábitos do seu dia a dia podem influenciar na resposta imune gerada pela vacina?


Primeiro, é necessário pontuar qual é o papel da vacinação. Todas as vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer e se defender contra determinados micro-organismos como vírus e bactérias, sendo vista mundialmente como um dos meios de intervenção médica mais eficazes, salvando cerca de 2.5 milhões de pessoas por ano.


No entanto, como elas fazem isso?

De modo geral, as vacinas imitam uma infecção. Pode ser através do bichinho "morto", enfraquecido ou até por um pedacinho do seu corpo, a ideia é sempre a mesma: criar células de memória e os anticorpos, para que, caso o micro-organismo forte entre no organismo, essas células e moléculas já estejam treinadas para reconhecê-lo e combatê-lo com maior rapidez, sem causar danos ao corpo.


O ponto em questão é que algumas diferenças entre as pessoas, em fatores como o gênero, idade, doenças associadas, condições imunológicas, uso de medicamentos e HÁBITOS podem aumentar ou diminuir essa proteção gerada pelas vacinas, alterando os níveis de eficácia e duração da proteção. Os hábitos mais estudados são o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, prática de exercícios físicos, estresse e sono.


FUMAR NÃO PREJUDICA APENAS OS PULMÕES

Alguns estudos identificaram que o hábito de fumar cigarro diminui a resposta dos anticorpos à vacina da Hepatite B e HPV (Vírus do Papiloma Humano) conhecido por causar câncer de colo do útero. Sobre a vacina da gripe (influenza) com vírus inativados ou atenuados, inicialmente houve maior produção de anticorpos, mas a redução dos anticorpos após a vacinação é mais rápida em fumantes do que em não fumantes.


O IDEAL É DIMINUIR O CONSUMO DE ÁLCOOL


O consumo de bebidas alcoólicas parece ter influência negativa sobre a vacinação contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo, uma das principais causas de pneumonia e meningite em adultos. Após a vacinação com a VPP23 (vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente), etilistas apresentaram menores taxas de resposta de proteção a diversos sorotipos da bactéria, entre eles destacam-se especialmente os sorotipos 3 e 19F, associados a casos graves da doença


EXERCÍCIOS FÍSICOS FAZEM BEM PARA A SAÚDE


Sobre esse hábito ainda existe um impasse entre os cientistas: enquanto um estudo demonstrou que pessoas acima dos 62 anos, que praticavam atividades físicas intensas três ou mais vezes por semana, por pelo menos 20 min, tiveram maiores respostas dos anticorpos à vacinação contra influenza, outro estudo não encontrou relação entre a prática e a resposta imunológica. Mas de qualquer forma, nós sabemos que o sedentarismo é prejudicial para a saúde, inclusive por poder aumentar o IMC (Índice de Massa Corporal).

Um alto IMC está associado à diminuição da resposta imune da vacinação contra a Hepatite A e B. Sobre a vacina da influenza acontece algo parecido com o que acontece com fumantes: em um primeiro momento há maior resposta imunológica, mas após 12 meses após a vacinação, a redução dos anticorpos é mais rápida em pessoas com IMCs maiores.


Para saber mais sobre como a obesidade pode interferir na eficácia da vacinação, acesse: "Obesidade pode diminuir a eficácia da vacina para Hepatite B".


OLÁ ESTRESSE, TCHAU TCHAU IMUNIDADE


A maioria dos estudos encontrou relações negativas entre o estresse crônico e a resposta à vacinação. Esse estresse pode estar associado a situações estressantes, estresse no dia a dia e solidão. Em contraste, grande otimismo em pessoas idosas está associado ao aumento da resposta imune. Os estudos foram feitos principalmente com as vacinas da gripe, pneumonia e Hepatite B.


Além disso, o modo como as pessoas lidam com o estresse também pode afetar a resposta imune. Por exemplo, indivíduos que aceitam a realidade de situações estressantes têm respostas mais altas de anticorpos à vacinação contra Hepatite B, enquanto indivíduos que lidam com o estresse através do uso de drogas lícitas ou ilícitas têm respostas mais baixas.


PARA IMUNIDADE CRIAR, BASTA DORMIR E SONHAR

Dormir pouco na mesma semana da vacinação foi associado a piores respostas imunes à vacina da Hepatite B e gripe (influenza), assim como dormir pouco na noite após a vacinação contra Hepatite A.

Por isso, siga as dicas da Vacinar: evite o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e busque lidar melhor com situações estressantes, praticar exercícios físicos e dormir melhor. A vacinação de qualidade nós garantimos. Faça você a sua parte!


♡ Vacinar faz bem!


Fonte:

– ZIMMERMANN, Petra; CURTIS, Nigel. Factors that influence the immune response to vaccination. Clinical microbiology reviews, v. 32, n. 2, 2019.

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